29.Ago.2013 17:19
Ipanema
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Marvin Gaye + Martin Luther King + Fela Kuti

Ontem rolou um momento música + história + literatura no Som na Caixa.

Neste 28 de agosto fez 40 anos do lançamento de Let's Get It On, clássico sexy do grande Marvin Gaye, praticamente um símbolo até os dias de hoje. Infelizmente o cantor pode conferir pouco tempo o sucesso da obra, pois foi tragicamente assassinado em 1984, um dia antes de completar 45 anos, pelo seu próprio pai.

 

 

Seguindo na onda da música e história negras, ontem também foi a data que lembrou 50 anos do famoso discurso do reverendo Martin Luther King em Washington, o qual iniciou com a célebre "I have a dream". Os Estados Unidos viviam dias de ebulição, e a chapa só esquentava a cada novo acontecimento. Líder não-declarado do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, tornou-se símbolo da luta pela igualdade racial, e seu discurso permanece atual em pleno século XXI. Tu podes conferir mais desse fato histórico aqui:

 

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/2013/08/1333144-martin-luther-king-e-o-violento-protesto-que-nunca-aconteceu.shtml

 

http://oglobo.globo.com/mundo/o-discurso-de-martin-luther-king-mudou-os-eua-diz-obama-9730542

 

 

Luther King foi assassinado em 4 de abril de 1968, em meio a um cenário de caos. Com uma iminente guerra civil, tendo inúmeros focos de revolta contra a morte do líder pacifista negro, surge outra personalidade que faria a diferença. No dia seguinte ao assassinato, que teve saldo de mais de 40 mortos, centenas de feridos e 20 mil presos, James Brown não recuou de um show que faria em Boston, subiu ao palco e acalmou os ânimos da cidade, fazendo uma apresentação corajosa e eletrizante em nome da paz.

 

Lembrando esse concerto inesquecível, James Sullivan escreveu o livro "O dia em que James Brown salvou a pátria", ótima dica de leitura sobre o "Godfather of Soul", destacando sua relação com o movimento pelos direitos civis e a luta antirracial.

 

No programa também foi lembrado outro grande músico e ativista político referência do século XX: Fela Kuti, criador do gênero afrobeat, que lutou contra a ditadura nigeriana e até se candidatou a presidente (não levou, lógico). "Music is the weapon" era uma de suas frases marcantes. E de fato, suas letras eram recheadas de teor político e críticas sociais. A outra dica de leitura é sobre sua vida: "FELA - Esta vida puta" é a biografia escrita por Carlos Moore, que era amigo de Fela, lançada nos últimos anos.

 

Fechando o "círculo vicioso" dessa memória toda, Fela passou a se envolver com os direitos civis e sua africanidade após passar um tempo nos Estados Unidos, quando foi apresentado à autobiografia de Malcom X (outro lendário defensor dos direitos civis), e presenciou um cenário tenso, pois lá chegou no ano seguinte à morte de… Luther King.



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