
Meia Noite em Paris é o melhor filme de Woody Allen desde Match Point (2005). Os motivos que fazem dele um dos melhores da atual safra do diretor são incontáveis, incluindo aí um elenco bacana com Marion Cotillard, Rachel McAdams, Kathy Bates e Andrien Brody.
Em que época tu gostaria de viver? E onde? Para o escritor Gil (Owen Wilson) seria a década de 20, em Paris, na chuva se possível. E não é verdade que todos nós achamos que alguma coisa do passado é mais interessante do que do presente? Afinal, “o presente é entediante”, conclui Gil.
Meia noite em Paris é uma homenagem aberta de Woody Allen não só à cidade luz, mas também à arte que precisa ser vivida e não apenas conhecida. No início, com takes rápidos fazemos um tour por Paris, a verdadeira Paris, não somente os pontos turísticos, mas a vida ao redor deles. As pessoas indo trabalhar, tirando fotos, comendo em bares, passeando. Uma coisa é conhecer, outra viver. Gil quer viver Paris.
Ele é autor de roteiros de filmes norte-americanos enlatados e está cansado disso, quer algo novo, escrever um romance. O escritor esta cansado de pseudo intelectuais que sabem de tudo, porém não vivem nada. Allen também, cansou do descrédito da industria cinematográfica norte americana e há seis anos filma na Europa.
Em Paris, Gil consegue o que tanto queria: viajar ao passado. Sempre a meia noite, de forma surreal visita os anos 20. Nesta época ele encontra seus ídolos Salvador Dáli, Cole Porter, F. Scott Fiztgerald, Ernest Hemingway, Pablo Picasso, Buñel entre outros. O que garante os melhores momentos do filme. Ele vive a arte e não apenas sabe detalhes sobre ela. Enfim, não é um pseudo intelectual.
Também não é preciso ser um para curtir Meia Noite em Paris. Se você não sabe quem são os artistas da década de 20, assista ao filme e deixe Woody Allen te ensinar uma lição: a arte nos ensina a viver. Ah, e não tenha medo de se molhar na chuva!