31.Out.2011 13:51
Jornada Esportiva
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Reencontro Épico

10 anos, 9 meses e cinco dias. Esse foi o tempo que separou a saída de Ronaldinho Gaúcho do Grêmio e seu reencontro com o estádio Olímpico, com a torcida tricolor.

 

Bastou a fotografia do camisa 10 do Flamengo aparecer no telão, para mais de 45 mil vozes protagonizarem o que podemos chamar da MAIOR vaia já vista na história do Grêmio, com um ex jogador. 45 mil torcedores, em polvorosa, vaiando aquele que poderia ter sido o maior craque da história da Azenha. Mas que, agora, é um inimigo. Rival. Odiado.

 

Notas de cem reais, com a foto de Ronaldinho Gaúcho estampada, foram atiradas no gramado. Faixas com o dizer "Pilantra" foram vistas por todo o canto do estádio. Mas, até os primeiro quarenta minutos do jogo, a torcida do Grêmio calou e assistiu o Flamengo fazer 2 a 0. Todo o protesto parecia ter sido em vão, todo o movimento "contra R10" parecia ter levado azar para os torcedores. Até que, aos 41 minutos do primeiro tempo, André Lima balançou as redes, comemorou como um título, e levou uma ponta de esperança aos empolgados torcedores.

 

No segundo tempo o jogo mudou de cara. Ronaldinho Gaúcho sumiu da partida e, com isso, o Grêmio cresceu. André Lima, em ótima jogada, buscou o empate. O Guerreiro Imortal fez a tocida vibrar e o Olímpico tremer. Mas não em forma de vaias, em sim em som de festejo, de comemoração. E se o 10 do Flamengo estava apagado, o 10 do Grêmio mostrou que estava bem ligado no jogo. Douglas, Grêmio 3 a 2. A virada, uma virada com um gosto especial. Virando pra cima de Ronaldinho. Isso parecia valer muito mais do que os três pontos.

 

Quando a torcida já se dava por satsfeita, eis que aparece mais um nome para fazer parte desse jogo épico, para o Grêmio. Ele, o argentino que vem tendo uma passagem conturbada, que voltou a ser relacionado nesse jogo, que começou no banco de reservas. Miralles. Um golaço, pra lavar a alma. Grêmio, 4. Ronaldinho, 2.

 

Depois da partida, o Ronaldinho ainda ironizou a torcida gremista, dizendo que toda aquela festa não era muito barulho, se comparada com a torcida do Flamengo. Mas isso já não importa. O Grêmio fez o seu papel, assim como a torcida. Os três pontos tiveram um gosto mais do que especial, chegaram como se fossem 9 e não 3, apenas. Com isso, o elenco voltou a falar de Libertadores. As esperanças voltaram. Ainda dá e pra isso, o técnico Celso Roth pede que a torcida ajude até o fim, lote o estádio em todos os jogos, não só nesse - pelo Ronaldinho Gaúcho.

 

O Grêmio tem pela frente o Atlético Mineiro, que tenta fugir do rebaixamento, sábado, em Sete Lagoas. É mais um pedreira para quem realmente quer chegar ao G-5.



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