03.Mar.2012 00:26
Yajna Moreira
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Protestos na Cidade Baixa geram polêmica

A Ipanema adora uma polêmica. Isso não é novidade pra ninguém,onde tem um burburinho a gente ta lá. Por isso, não podíamos ficar de fora dos tantos protestos que estão acontecendo na cidade contra o fechamento dos bares na Cidade Baixa.
Ok, a gente adora o bairro, sabe que ele é um tradicional reduto boêmio que fomenta cultura, novas bandas, novos movimentos, mas nem tudo são flores. A violência aumentou, sujeira, barulho. Pensando nisso, a Secretaria de Indústria e Comércio fechou diversos bares que não tinham o devido alvará, a fim de assegurar o direito ao sossego.
O Secretário Valter Nagelstein explicou que, hoje, qualquer local que funcione depois das 00h é considerado casa noturna, e a Secretaria busca diferenciar o que é bar, casa noturna e restaurante, por isso o espanto da manifestação dos músicos, já que essa medida seria beneficiária à classe.
“Não existe nenhum decreto que proíbe músicos de tocar em bares. O protesto foi fruto de manipulação política porque em todo local que há isolamento acústico e alvará para trabalhar depois da meia noite não há problema algum e pode-se trabalhar”, acusou Valter.
Porém, o Presidente do Sindicato dos Músicos do Rio Grande do Sul, Adair Batista Antunes, foi contrário a essa posição. O representante da classe musical do Estado afirmou que mesmo locais onde há música ao vivo em horários matinê estão sendo fechados: “Estão fechando as casas aleatoriamente e se o Secretário diz que há manipulação política ou ele está mal informado ou mal intencionado”.
O Zelig, bar que funciona na Sarmento Leite há 26 anos, foi um dos locais fechados na última semana. “Na última terça-feira o bar foi fechado porque não tinha alvará para shows, porém o processo tramita já há algum tempo e até agora não o obtivemos. Além disso, nós achamos estranho porque não recebemos nenhuma notificação para o não acontecimento de shows”, explicou um dos sócios do local, Paulo Piu.
Hãããããn, bom, o Secretario afirma o contrário, como pode-se escutar na entrevista abaixo. Valter também afirmou que váááááários bares tinham reaberto com as devidas regulamentações, mas a gente ficou sabendo somente do Bongô e do Batemacumba ali na João Alfredo que estão com seus devidos alvarás de casa noturna.
Adair indigna-se e diz que está havendo um retrocesso, a Prefeitura está desacelerando os incentivos: “A cultura ainda é vista como algo supérfluo”. E Piu também é taxativo ao afirmar que o protesto dos músicos e essa efervescência é de baixo pra cima, não o contrário. Realmente, fica a pulga atrás da orelha: varredura em ano de eleição? Sossego ou conveniência?


 



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