09.Abr.2012 16:34
Helena Eilers
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O melhor e o pior do Lollapalooza

Todo o festival tem seus altos e baixos. Depois de dois dias, 5 palcos, 50 atrações e 135 mil pessoas, confere o que funcionou e o que deixou a desejar no Lollapalooza.

 

Perry Farrel, que venha a segunda edição!!

 

Bandas brasileiras:

O time brazuca mandou bem pra caramba. Eles tocaram em todos os palcos e nos mais diversos horários, desde Wander praticamente abrindo o festival no sábado, até Racionais mandando ver no Palco Perry enquanto o Jane's Addiction terminava o show no palco Butantã e os Arctic Monkeys se preparavam para entrar em cena no Cidade Jardim. Teve espaço para tudo e para todos, coube ao público escolher quem queria ver.

 

Todos lembram que uns meses antes do festival rolou a polêmica por causa do horário estipulado para as bandas daqui, mas na boa, o vocalista da Gogol Bordello deu uma lição de que o cronograma é pura ilusão. " Qualquer um pode fazer um show a noite com tantos efeitos e pirotecnias, mas a grande prova é fazer este show as duas da tarde. " Gogol passou na prova. E os brasileiros também.

 

Alguns dias antes do Lollapalooza, Wander Wildner também havia comentado sobre a participação das bandas brasileiras e da importância das bandas gringas no festival. Como ele mesmo disse, a moral do evento é "trazer para o Brasil bandas que dificilmente veríamos por aqui". Vamos combinar que é bem mais complicado de assistir a um show do Jane's Addiction do que.... do Lobão, por exemplo.

 

 

Horários:

Se alguns festivais no Brasil tiveram problemas seríssimos em cumprir o cronograma, o mesmo não aconteceu no Lollapalooza. Os shows começaram e acabaram na hora planejada, exceto o do Racionais que deu uma atrasada. O vexame do Rock Rio não aconteceu em SP, por aqui não teve nada de atraso. Nem de axé.

 

 

Sala de imprensa:

Localizada perto do palco principal, tinha tomadas de sobra e um frezeer cheinho de água e Coca-Cola gelada. Sanduíches full time, almoço e janta bem justos e um cafezinho que merecia um post só pra ele. Como sempre pode melhorar, das 19h30 até o final do último show tinha ceva liberada. Resumindo, a organização lembrou que existem seres humanos por trás de um crachá de jornalista!

 

 

 As bandas que surpreendem:

TV On the Radio, Band of Horses, Foster de People, Manchester Orchestra. Sabe aqueles grupos que tu não sabe bem o que esperar de um show ao vivo e dai chega na hora H e cola? Destaque para TV On The Radio, que se tu não conhece vale a pena jogar no Google.

 

 

Sol:

No Brasil não é costume sair cedo de casa pra curtir shows de baixo do sol quente, mas o publico não decepcionou e foi conferir até mesmo as primeiras atrações do festival. Nos dois dias os shows aconteceram entre 11h e 23h. Tão cedinho que se fosse em Porto Alegre dava até tempo de chegar em casa e assistir ao Tele Dormindo.

 

 

 

Pior:

 

Filas: A grande quantidade de caixas e bares não foram suficientes para atender as 135 mil pessoas que passaram pelo Jockey Club. Tinha muita fila, filas enormes, FILAS em caixa alta e negrito. Se falam que brasileiro gosta de fila, o Lollapalooza era um prato cheio. Enquanto esperava (muito) escutei reclamações em 3 línguas diferentes, assisti a um show de longe, fiz algumas fotos e um boletim ao vivo.

 

 

Preços

Sol e calor definitivamente não combinam com copo de chope a oito pila.

 

 

Sala de imprensa

Localizada perto do palco principal, tinha tomadas de sobra, um frezeer cheinho de Coca-Cola e água, comida full time e cerveja de noite. Perfeito? Não, a internet era uma bosta.

 

 

Cronograma

O problema de um festival com tantos shows bons é que é humanamente impossível de ver todos. A gente queria, mas não rolou.

 

 

Thievery Corporation -

O show na verdade foi incrível, ruim foi ter que ver ele na TV enquanto esperava o Gogol Bordello para a entrevista...

 

 

Bandas que decepcionam:

A espera ansiosa pelo show do MGMT foi por água a baixo com a chuva e um showzinho meio blasé. Não foi ruim, mas como diria o Lobão, foi meio que bater punheta com o pau mole. Apesar dos efeitos especiais que rolaram por conta da mãe natureza, como os raios caindo atrás do palco enquanto a banda cantava “Eletric Feel”, faltou aquela energia que ninguém sabe ao certo o que é, mas todo mundo sabe quando sente.
 

 

Som

Principalemente no palco  Butantã não estava com toda a qualidade que um festival desse porte exige.

 

Táxis

Na briga ferrenha por táxis na saída do festival, os motoristas estavam cobrando o preço que bem entendiam. Ótima oportunidade para dar uma voltinha a pé, respirar o ar puro da cidade, curtir a brisa da noite e tentar achar alguma alma caridosa que aceite ligar o taxímetro.



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