27.Abr.2012 19:04
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O Brasil na mira e no roteiro da música negra
Que o Brasil está em evidência até o Sri Lanka discute em suas rodas políticas. O país passou a integrar o roteiro de organizações e produções nas mais diversas esferas, seja econômica, científica ou cultural. Nessa esteira, muitos artistas renomados e seus shows pirotécnicos passaram e seguem passando por aqui, na certeza do franco crescimento brasileiro e do nosso momento positivo no cenário mundial diante da crise constante a assolar o velho mundo e os Estados Unidos. Nessa tendência, percebemos a vinda de muitos músicos vinculados a estilos sonoros em ascensão pelo resto do mundo. Não exatamente artistas ou bandas renomados e populares, com público cativo e numeroso, ainda mais num país, digamos, inexplorado para eles. É o caso da black music e, principalmente, do afrobeat, o gênero que mais cresce em todos os cantos do planeta desde a morte de Fela Kuti, no fim do século passado.   Este mês esteve em São Paulo (principal difusor cultural brasileiro) e no Recife (cidade com fortes raízes africanas) a Antibalas Afrobeat Orchestra. Trata-se de nada mais, nada menos que a maior banda de afrobeat do mundo. Fundada em 1998, um ano após a morte do criador do gênero, Fela Kuti, a orquestra é a precursora dessa onda afrobeat revival, inclusive tendo participação na criação do musical FELA, da Broadway. Confere a entrevista do trompetista Jordan McLean ao blog Radiola Urbana e já fica sabendo mais um pouco da história dessa fantástica banda. Aqui o site deles. Enquanto isso, ouve uma sonzera dos caras.     Dando sequência a essa prova de que o afrobeat se consolidou no cenário musical mundial e brasileiro veio a divulgação da programação 2012 da Virada Cultural de São Paulo, grande evento promovido pela Secretaria da Cultura da cidade que reúne milhões de pessoas pelas ruas em 24 horas de atividades ininterruptas. Teve repercussão muito positiva a grade programada para a Praça Júlio Prestes, com músicos nigerianos, ganeses, congoleses e de outras nacionalidades, incluindo brasileira, “refletindo a emergência da raiz negra na cena musical paulistana”. Estarão se apresentando, entre outros, o filho de Fela e a banda que o acompanhava, Seun Kuti & Egypt 80; Tony Allen (ex-baterista de Fela); Ebo Taylor; os paulistanos da Bixiga 70, excelente orquestra de afrobeat que recentemente lançou disco; grupos jamaicanos e neozelandeses.     Ao mesmo tempo, no palco da Praça República o tom é de jazz, hip-hop, soul e funk. Destaque para os americanos Roy Ayers, Charles Bradley e Larry Graham (ex-baterista da Family Stone e líder do Graham Central Station). Ocorrendo entre sábado e domingo, 5 e 6 de maio, a Virada Cultural é um evento tradicional na capital paulista, e a edição deste ano terá mais de cem palcos espalhados pela cidade, oferecendo as mais diversas expressões artísticas aos mais variados públicos. Pra saber mais, consulta a programação completa no site da Virada Cultural de São Paulo. E tem mais. Entre os dias 8 e 13 de junho ocorre a segunda edição do BMW Jazz Festival, novamente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Após a bem sucedida estreia, ano passado, a produção do evento buscou locais mais amplos, disponibilizando mais ingressos ao público. O Festival se consolida no calendário dos grandes eventos, novamente aplicando a fórmula de trazer nomes consagrados e revelações, promovendo um repertório coeso de diferentes linhas do jazz e suas vertentes. O grande destaque dentre os artistas relacionados, sem dúvida nenhuma, é o excelente saxofonista Maceo Parker, contando ainda com participações dos seus parceiros de J.B.’s Fred Wesley e Pee Wee Ellis. Certamente, artistas que valem a programação e a viagem. Dá uma olhada no que pode rolar dum encontro desses três monstros do funk.     Tu podes ver detalhes do BMW Jazz Festival no site do evento.   Ficamos na expectativa do que mais pode surgir esse ano. E de que eventos e festivais de tal porte sejam realizados pelas bandas do sul do Brasil, se um dia Porto Alegre conseguir atingir o nível cultural de uma capital do mundo como São Paulo.   Fonte: festavoodoo.com.


03.Abr.2012 13:40
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Ao mestre, com carinho.
A Família VooDoo acordou nesse último sábado estupefata com uma notícia inaceitavelmente triste: faleceu um grande amigo, irmão, professor, mestre… uma lenda. PC Capoeira, a “Lenda que Dança”, parou de dançar neste plano e nos deixou, certamente indo ensinar passinhos nas pistas do céu.     Ainda não conseguimos entender. Se há algo a ser dito nessas horas, não sabemos. O que queremos – e devemos – é deixar nosso registro, a lembrança de um homem que marcou nossas vidas rapidamente, e cuja história aqui em Porto Alegre se confunde com a própria história da VooDoo, a qual ele ajudou a construir desde o início.   As pistas das festas das quais participava nunca mais serão as mesmas. Mas seus passos continuarão dançando sincronizados sempre que a música soul ecoar nos alto-falantes. A nós cabe continuar acompanhando, mostrar o que aprendemos, seguindo no caminho do bem. E sua alma estará com a gente. Pois “A Lenda” continuará dançando. E não vai parar nunca.   Confere na íntegra o registro que o blog VooDoo fez ao seu mestre. O cara que foi o maior Pica das Galáxias!   E aqui a homenagem da Cultne ao maior Soulman que as pistas brasileiras já viram.     Obrigado por tudo, mestre. Fique em paz.   “Soul, música da alma, para dançar com a alma.” R.I.P. PC Capoeira (16/02/1959 – 31/03/2012)


03.Fev.2012 18:11
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Morre o criador do Programa Soul Train
E o time dos mortos vai ficando cada vez mais rico.   Foi encontrado morto, na última quarta-feira, em sua residência, Don Cornelius, o criador do clássico programa musical Soul Train. Aos 75 anos, o produtor, roteirista e apresentador foi baleado em circunstâncias ainda investigadas.   O Soul Train era gravado em Chicago, e foi ao ar de 1971 a 2006. Sucesso absoluto, abria espaço a dançarinos e músicos, difundindo a soul music de forma mundial. Pelo palco do programa foram lançados grandes nomes da soul music, onde estiveram, entre outros, Sly & The Family Stone e, nada mais, nada menos, The Hardest Working Man in Show Business, James Brown. Em determinados momentos, dezenas de dançarinos postavam-se em duas fileiras, voltados ao meio, alternando-se, individualmente ou em grupos, a dançar pelo corredor formado. Cada um dançava à sua maneira, de forma totalmente livre, de modo inovador para os padrões de então. Era o famoso Soul Train Line, ou, como chamado por aqui, o “Corredor Soul Train”, ficando famoso sob diversas músicas.   Alguns artistas ligados à música black se pronunciaram lamentando a perda de Cornelius, como Quincy Jones, dizendo-se “profundamente triste” e afirmando que ”Antes da MTV existiu o ‘Soul Train’, que será o maior legado de Don Cornelius. Suas contribuições para a televisão, a música e a nossa cultura jamais serão igualadas.”
Confere aqui uma demonstração, e navega no site soultrain.com pra saber mais um pouco dessa história. Acessa também festavoodoo.com.  


18.Nov.2011 20:54
VooDoo
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"Alô, Vitória Régia!"
Foi em 1976, após regressar do Universo em Desencanto desiludido, que Tim Maia rebatizou a famosa Seroma, sua banda base havia anos. Foi por sugestão de Paulinho Braga, seu baterista, grande admirador da banda 103rd Street, o nome Vitória Régia. Era a rua da sede dos ensaios e encontros. O curioso é saber que o nome Seroma – usado para a banda e para a sede – surgira de uma abreviação do seu nome de batismo, Sebastião Rodrigues Maia. E mais ainda perceber que Seroma invertido vira “Amores”… Enfim, folclore é o que não falta na história de Tim Maia. Era um momento de mudanças profundas. De retornos, também. Tim, que havia largado todos os vícios em sua “época Racional”, e pregado a favor desses dogmas, irritou-se, desencantado (com o perdão do trocadilho) com o que aprendera na seita, e mandou tudo às favas. Acusou seu então mestre Manoel Jacintho de ser ladrão, pilantra e tarado, voltou a beber, fumar seus “bauretes”, comer carne sangrenta, queimou suas roupas brancas… Entregava-se novamente aos vícios e à vida profana. Pra sua felicidade, diga-se; e também pra alegria dos integrantes de sua banda (à época chamada até de Seroma Racional, tal a neurose de Tim), cheios daquela caretice toda por tanto tempo. O momento era crítico, a bem da verdade. Um recomeço, sem dinheiro, sem discos, sem shows… Uma nova vida. Mas oportunidades foram surgindo, as composições e os discos também. Nessa nova fase, da Banda Vitória Régia, novos músicos aderiram à banda, outros passaram a frequentar o círculo, e o grupo foi se encorpando. O conjunto tomou ares de orquestra, contando com dois baixistas, três guitarristas, backing vocals, mais sopros… E assim Tim podia se exercitar na arte da provocação criativa, criando uma competição sadia no grupo. Debochava ao dizer, durante um show, que um baixista ou guitarrista estava tocando melhor que outro. Criticava ironicamente os negros ao dizer que “Tocando assim tu nunca vai comer uma loura”. Nesse seu método, e com sua conhecida exigência para com os músicos que o acompanhavam, a banda foi crescendo em excelência. Parava ensaios e passava a orquestrá-lo, pedindo acordes, solfejos, reclamando, pedindo de novo… Sua persistência pela qualidade de quem o acompanhava era notória, além de sua ironia. Tanto que algumas frases tornaram-se clássicos, como a “mais grave, mais agudo, mais eco, mais retorno, mais tudo!”, esta direcionada aos técnicos de som, além de inúmeras pérolas e declarações polêmicas em entrevistas. Dessa formação, desse modelo de maestria no comando do conjunto, surgiram clássicos da música brasileira como “Sossego” (Disco Club, 1978); outras não tão populares, porém portadoras de grooves e melodias impressionantes, como “Márcio Leonardo e Telmo” (1976). Essa música, por exemplo, traz mais uma história inusitada: ela surgiu de uma visita de seus filhos Márcio Leonardo (seu enteado) e Telmo à Seroma. Uma das tantas compostas nos ensaios, com a banda. O engraçado é que Telmo era assim chamado apesar de ter sido batizado Carmelo, numa crise de dúvidas de Tim no momento do registro, ainda durante o período Racional. Após muitas influências do soul, a onda disco do final dos anos 70 também foi incorporada à musicalidade do grupo. Tim não a renegava, e até defendia. Nessa pegada, com batida vibrante e extremamente dançante, surgiu um dos discos de maior sucesso, o Disco Club, de 1978. Bom, paremos por aqui, pois histórias (musicais ou não) de Tim e sua banda são praticamente infinitas. Foram 22 anos dali em diante, colecionando momentos célebres, clássicos, lendas, também problemas, crises, excessos, processos… até a triste noite de 15 de março de 1998, quando Tim calou. Hoje a Vitória Régia está em Porto Alegre pra Noite VooDoo no Opinião, e é imperativo participarmos de mais este capítulo. Pra VooDoo, pra Capital, e também pra banda que acompanhou Tim Maia por 22 anos, levando consigo essa história. Lendas vivas de grandes períodos do “síndico” estarão ali, contando e cantando um pouquinho disso tudo pra gente! Acessa o site da banda: http://www.bandavitoriaregia.com.br/. Aproveitando, fica aqui uma dica valiosa: “Leia… o livro… ‘Vale Tudo: o som e a fúria de Tim Maia’, de Nelson Motta. And you gonna know the truth!” Ave Tim Maia! Sua Vitória continua Régia! Acessa também o site VooDoo: http://festavoodoo.com/.


21.Out.2011 18:54
VooDoo
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[1º FELA DAY RS] Fela Kuti, o afrobeat e sua influência no século XXI
Nesta sexta-feira, 21 de outubro, no Bar Opinião, ocorre o 1º FELA DAY RS na Noite VooDoo com show da ABAYOMY AFROBEAT ORQUESTRA. Pela primeira vez Porto Alegre celebra o evento mundial de homenagem a vida e obra de Fela Kuti, músico e ativista político nigeriano, criador do afrobeat, morto em 1997. Confere o video feito pela Catraca Filmes pra divulgação dessa noite histórica. > Fela Kuti usou sua música como arma pra combater os abusos de poder da ditadura nigeriana. Suas letras provocativas, cuspidas com gana, e seu som vibrante e totalmente envolvente se proliferaram e, podemos dizer, viajaram no espaço e no tempo. Hoje, no século XXI, o afrobeat está mais vivo do que nunca, a exemplo do próprio Fela. A cada ano, mais e mais lugares celebram o FELA DAY, data criada pra relembrar seu aniversário, em 15 de outubro. Assim o afrobeat vai se espalhando pelo mundo e influenciando cultura e produção musical. Ilustrando isso, reunimos duas matérias veiculadas recentemente: uma exaltando Fela Kuti e sua data; outra falando sobre o afrobeat como referência para diversas novas bandas no mundo. A Piauí, no próprio dia 15 de outubro, publicou um breve e bom texto sobre Fela Kuti, sugerindo a sensação de que ele “segue vivo”. Biografia, musical na broadway, seus filhos, seus ideais políticos, o afrobeat e bandas atuais. Destaca ainda o documentário “Music is the weapon” e outros videos do músico. Vê a matéria completa aqui. O Globo fez uma bela matéria sobre o legado de Fela Kuti, iniciando com o recente e premiado musical “Fela!”, produzido por Will Smith e Jay-Z. Depois ainda realça como a África está em alta (culturalmente falando) nos Estados Unidos e na Europa, e como o ritmo de Fela influencia a produção musical contemporânea, citando diversas bandas do chamado Afrobeat Revival, como Antibalas, Budos Band e a própria Abayomy Afrobeat Orquestra, do RJ, atração do nosso 1º FELA DAY RS. Confere a matéria na íntegra. Na última década já surgiram diversas bandas no velho mundo e na terra do Tio Sam. Agora, no Brasil, o movimento está tomando corpo. Além da Abayomy, primeira do gênero no país, temos a Bexiga 70 de São Paulo, por exemplo, e músicos navegando pelo estilo, como o nosso parceiro Tonho Crocco e sua banda Partenon70 (o Fela Kuti e Africa70 dos pampas!). Vem com a gente nessa Noite VooDoo com a ABAYOMY pro 1º FELA DAY RS, celebração histórica pra capital gaúcha! Confere esse e outros posts publicados no blog VooDoo: www.festavoodoo.com.





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